quarta-feira, 1 de abril de 2020


                      O DIA DOS PRESUNÇOSOS



Clube | Rio, Cidade "Sportiva"
Incêndio da sede da UNE em 1º de abril de 1964
             

Hoje, 1º de abril, dia universal dos tolos, completa 56 anos do golpe de Estado que usurpou o poder e depôs o Presidente João Goulart.

O Brasil adentrava naquele dia o período mais sangrento e obscuro de sua história, com morte de brasileiros heróicos sob torturas, assassinatos em emboscadas vis, estupros, roubos de bens dos aprisionados pelas equipes do Exército que os aprisionava, extorsão, destruição de provas e de corpos.

O crime era a forma de governo. A sociedade brasileira estupefata, medrou, não poucos correram para debaixo da cama.

No dia universal dos tolos o clima emocional no dia da vitória infame e passageira dos presunçosos era de desolação e traição, somente os estudantes na rua ofereciam alguma resistência, inclusive em Salvador.

A sede da UNE na praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi incendiada neste dia infausto e a partir desta data a ditadura e o Movimento Estudantil se tornaram inimigos jurados, os estudantes a combateram até o último dia. Saíram das ruas em 1968 mas voltaram em 1977. Este duelo estava marcado.

Posta na ilegalidade logo após o golpe, a UNE subsistiu na clandestinidade, vários de seus presidentes foram assassinados, o último deles foi Honestino Guimarães, sequestrado em 5 de outubro de 1973 pelo CENIMAR (o serviço de informação da Marinha)  e depois assassinado, eviscerado e com pedras no abdômen seu corpo foi atirado no mar e sua família não obteve até hoje o direito de dar um sepultamento digno a seus restos mortais.

A verdade é que o Movimento Estudantil, secundarista e universitário, foi o único movimento social que ofereceu resistência à ditadura nas ruas e depois do AI-5 na clandestinidade e pela luta armada. O resto foi desarticulado ou medrou.


terça-feira, 31 de março de 2020


                          NUNCA MAIS



                          O golpe militar de 1964 e o Brasil: passado e presente – Blog da ...


Hoje é o dia que antecede o golpe de Estado de 1º de abril de 1964. Logo abaixo está um ótimo texto de Regina Monteiro [1]. É excepcionalmente bom porque nos mostra o dia-a-dia dos cidadãos sob uma ditadura.

Esta reconstrução de afetos, sentimentos e vivências mas sem esquecer a onipresença de um governo de força escapa aos historiadores, sociólogos e até aos relatos memorialísticos de quem combateu a ditadura no Brasil.

Este é um grande problema de historiadores, sociólogos e cientistas sociais: transformar eventos como uma ditadura em matemática, em teses, abstrações para as gerações que não presenciaram o que é viver sob um governo que se fia na violência, e que só poderão conhecer o que aconteceu pela reconstrução e análise dos fatos.

A vigilância diuturna sobre os cidadãos pelos órgãos da repressão, a violência física e psicológica, a intimidação pela tortura, os puxa-sacos fazendo carreira da maneira mais abjeta, a covardia e a ignorância como trunfo para sobreviver não podem ser vistas como banalidade.

A sociedade brasileira foi vergada e rastejou; todas as instituições medraram - Congresso Nacional, Ministério Público, Judiciário, OAB, igrejas protestantes -, quando não colaboram abertamente tal como a Maçonaria e o próprio Ministério Público.

Mas a verdade tem que ser dita, a ditadura não precisou de muito esforço para vergar a sociedade quase toda pois bastava a simples ameaça de retirar o emprego para pôr de joelho uma imensidão de gente.

Quem salvou a honra deste país não se vergou, procurou o exílio, a clandestinidade para atuar contra a infame e muitos saíram para a luta armada como Franklin Martins, Carlos Eugênio, Marighella, Toledo, Carlos Lamarca e muitos outros.

Uma banda da Igreja Católica não se deixou intimidar, alguns bispos como D. Arns e D. Helder Câmara resistiram, também ajudou não poder a ditadura retirar o emprego dos padres e dos bispos.

Nota

[1]

Por Regina Monteiro

“...Memória de um tempo em que lutar por seus direitos era um defeito que mata..” (Gonzaguinha)

Ainda dói...
Há datas que não devem ser comemoradas. Não, de jeito algum! Mas, precisam ser lembradas, sempre. Nunca poderão ser esquecidas. Pois, representam os erros da humanidade, a dor, o silêncio e a morte. Certas histórias não podem se repetir. NUNCA!
No Brasil, o maior exemplo é o dia 31 de março de 1964 quando os limitares deram um golpe e assaltaram o poder. Implantaram uma das piores ditaduras da América do Sul, extinguindo a democracia e implantando o terror.

Eu era uma criancinha de apenas 5 anos e me lembro daquele dia.... Lembro-me, principalmente, do medo que pairava no ar. Meu pai chegou em casa do trabalho mais cedo. Seu rosto estava marcado pela angústia e apreensão. Como meus tios, meus pais reuniram-se na casa de meus avós.

Lembro-me perfeitamente da ira de meu avô. Nossa, como me lembro! Ele espumava de raiva, esmurrava as paredes, xingava, gritava e dizia coisas sobre os militares da época que não posso repetir... por respeito aos amigos do Facebook.

Bem, cresci durante este triste período. Um dia, quando tinha 10 anos e cursava o primário, minha mãe foi me buscar na saída da escola, que ficava localizada em uma importante avenida no subúrbio do RJ. Estava anoitecendo e de repente nos vimos em meio a um grande confronto - os jovens estudantes enfrentavam a polícia do exército nas ruas. Minha mãe estava apavorada e tentava proteger a mim e meu irmão. Foi um horror! As cenas da violência policial nunca saíram de minha memória. A cavalaria da polícia passava por cima de rapazes e moças que apanhavam muito... Foi horrível. Durante muito tempo tive pesadelos todas as noites.

Após completar o primário, entrei no curso ginasial de uma escola pública e senti na pele o que era o regime militar. Basta dizer que meu diretor era um militar (não me lembro a sua patente). Ele impunha uma disciplina com mãos de ferro. Tudo era absurdo, censurado e todos vigiados. A pior recordação durante essa época foi a prisão de minha querida professora de história em sala de aula. Eu tinha 13 anos e nunca mais ouvi falar na professora Ana Maria. Os sussurros dos corredores da escola diziam que ela foi presa por ser ‘comunista’. Comunista? O que era comunista?

Na verdade, com o tempo compreendi que classificavam de ‘comunistas’ todos que não concordavam com o regime militar. Só isso. Foi aí que o tema começou a me interessar, para desespero de meus pais. Muitos livros foram queimados e a leitura estava proibida.

Entretanto, eu sempre dava um jeitinho de lê-los. Daí, achei o meu caminho. Aos 16 anos eu já sabia quais eram as minhas bandeiras.
A cada dia eu detestava mais a ditadura. Dei-me conta, inclusive, que muitos fatos que marcaram a história do Brasil, como as revoltas populares, foram suprimidos do currículo escolar.

Aos 18 anos cheguei à Universidade e ingressei no Movimento Estudantil. Participava de passeatas, da Campanha pela Anistia, assistia palestras sobre o direito das mulheres, filmes, shows dos artistas da resistência, enfim, estava envolvida até a raiz dos cabelos. E mesmo assim era uma excelente aluna.

Apesar dos anos de chumbo, do medo, das prisões e da tortura, foi na Universidade que vivi uma das melhores fases de minha vida, pelos amigos que conquistei. Tenho excelentes recordações.

Hoje, tenho consciência de tudo que me foi roubado pelo regime militar, como por exemplo: o amor pelo meu País, educação de qualidade, os amigos que desapareceram, amigos que foram presos e torturados, a liberdade de expressão, o direito ao voto e muito mais.
Quando a ditadura ruiu, meus filhos Juliana e Caetano já haviam nascido.

Passei a infância e a juventude vivendo sob o medo, a censura e o ódio. Medo que hoje me recuso a ter. Sei que muitos pensam que é bobagem, rancor e revanchismo falar desse período que manchou de sangue a história do País. Mas saibam que não é, não mesmo. É preciso contar a história para que nunca mais se repita.

Hoje, tenho o maior orgulho de ser brasileira, de ter vivido tudo o que vivi, das lutas que travei, de amar a liberdade e a democracia.
Meus filhos também têm orgulho de minha história, o que me dá uma imensa alegria.

Hoje, vivo sem medo de ser feliz.
Escrevi este texto em 2014. Hoje, o medo voltou.
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quinta-feira, 19 de março de 2020


             NUNCA MAIS NEOLIBERALSIMO


  
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Por onde andam Paulo Guedes, os capitalistas com e sem capital, os defensores do mercado como o pai e a mãe de todas as soluções?

O que estão fazendo os capitalistas para enfrentarem o corona vírus e suas consequências econômicas? E os banqueiros, hospitais e clínicas particulares, empresas de energia, telefonia e grandes varejistas? Nada, absolutamente nada. Sequer dispensarão os juros das contas vencidas e não pagas em razão das consequências das quedas nas receitas. Estão se reunindo para que os governos lhes socorram com grana. Do dia para a noite abandonaram o neoliberalismo e se tornaram keinesianos...

O mercado se rege pela lógica da acumulação de capital e um capitalista puro-sangue não faz filantropia, surrupia o que estiver ao alcance da mão e grita "pega o ladrão" para incriminar sua vítima, contanto que com isto aumente seu capital.

Com medo do mercado não proibiram o carnaval. O Governo Federal, dos Estados e dos Municípios se afrouxaram diante do mercado, da indústria hoteleira, das escolas de samba, dos blocos de carnaval, da indústria da cerveja e do próprio cidadão eleitor em sua obtusidade para entender o que acontece à distância de um palmo diante do nariz. 

Não proibir o carnaval foi um ato irresponsável pois todos sabiam que com a vinda de turistas da Europa e de outros lugares do mundo o vírus iria se espalhar no Brasil como fogo em palheiro.  

Os sociopatas do mercado só querem saber de grana. A lei do mercado é a lei da selva, a famosa lei do cão, a lei do mais ardiloso, inescrupuloso, salafrário, dissimulado e hipócrita. O mínimo que um comerciante faz é dar o preço pela cara do consumidor.

Quem defende o neoliberalismo defende a ausência de coleiras, regulação, leis que atuem como focinheiras para estes predadores, leis que protejam o consumidor, protejam as crianças proibindo o trabalho infantil, amparem os trabalhadores ativos, idosos e aposentados das consequências nefastas do capitalismo.

Com a pandemia do corona vírus a cobertura ideológica brandida para encobrir a ação dos predadores ruiu. As justificativas para privatizar tudo, o Estado mínimo, a defesa do mercado se autoregulando e regulando tudo não tem sustentação quando confrontadas com os fatos. 

O mercado não tem resposta para nenhum dos grandes problemas da sociedade capitalista. O que resta provado é que somente a ação estatal pode assegurar o mínimo de civilização e ainda socorrer os dinheiropatas da falência certa.

Vejam o que é a vida, um simples vírus, primo do vírus da gripe, reduziu a pó a palhaçada neoliberal.

Só o Estado pode enfrentar este e outros megas problemas mas a classe dominante e suas agências de propaganda tudo fazem para desacreditarem a ação política, governos e indiretamente o próprio sistema representativo, a democracia.

Poucos aprendem por teoria, a maioria cabeça de toucinho só aprende pela experiência, a realidade implacável dos fatos.

A sociedade brasileira precisa aprender esta lição e julgar as políticas neoliberais e sua doutrina  para que nunca mais este tipo de saque dos bens públicos e destruição dos valores que orientam a República e a solidariedade social voltem a ser esgrimidos como solução para qualquer coisa.




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

                            ADEUS ÀS ARMAS [1]



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O livro "Hemingway em Cuba", de Norberto Fuentes, com tradução para o português brasileiro de Eric Nepomuceno, aborda os 22 anos em que Hemingway viveu em Cuba, seu cotidiano, amizades, pescarias, visitantes e afetos.

Gosto da escrita de Hemingway desde a juventude e nunca perdi a admiração por sua atitude sem condescendência com o sentimentalismo.

O sentimentalismo é uma coisa gosmenta, é a morada da fraqueza e do mau-caratismo, a matéria com que se faz a escória que não suporta conviver com a realidade.

A esta escumalha Salomão chamava de estúpidos, estultos; eu prefiro chamar de ratos, mesmo sabendo que estou ofendendo estes roedores, pois a verdade só pode ser alcançada por espíritos intrépidos.

"Adeus às Armas" é puro Eclesiastes ou puro Hemingway, como quiser. A fadiga da faina, a brevidade ou inutilidade das vitórias e a persistência na obra, mesmo sabendo que não se vai obter êxito, estão ali gravadas.

Eclesiastes e Meditações, de Marco Aurélio, são as obras que melhor condensam os filosofemas do estoicismo. Se imputa a Salomão além de Eclesiastes a autoria de Cânticos, o livro de erotismo da Bíblia. Se o livro for realmente dele fica indene de dúvidas que também sabia aproveitar a vida pois sabia comer uma criatura.


O jovem toureiro de "O Sol Também se Levanta" é um símbolo de estoicismo, tantas vezes atingido pelos socos de um fracote e atirado ao chão, se ergue.

Se as palavras de Salomão merecerem crédito fica patente que a escumalha domina o mundo desde o começo de tudo mas com a sociedade de massas chegou ao topo.

Segundo suas palavras "Aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado." Então fecha o caixão e segue o enterro que este mundo não tem jeito.


Nota

[1] ADEUS ÀS ARMAS
https://www.youtube.com/watch?v=DRQtpcXFOCU

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020


       "El Pepe - Uma vida suprema"



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É muito bom o filme "El Pepe - Uma vida suprema", documentário sobre a vida do ex-guerrilheiro e ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica, dirigido por Emir Kusturica. Está na Netflix; é satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.

Pepe Mujica é mais que um político, é um estadista, um homem que pensa nas próximas gerações e não somente no horizonte da próxima eleição.

Sua preocupação com a preservação de outras espécies, com o reflorestamento e com o melhoramento do ser humano pelo fator cultural é de quem tem largueza de espírito.

Desde que li seu discurso na ONU que me lembrei de Marco Aurélio, o imperador romano e filósofo estóico, pelos valores que evoca.

Vejam como Pepe Mujica filosofa no filme: "Às vezes o que é bom é ruim, às vezes o que é ruim é bom." É para se refletir.

Ele tem poucos bens materiais e sabe que “é mais fácil adquirir as coisas que se livrar delas” e que ”os homens se transformaram em instrumentos de seus instrumentos”, como disse Henry D. Thoreau.  

Os reveses da vida podem amesquinhar-nos, nos tornar pequenos, ou nos fazer melhores. No caso de Mujica a solidão de 12 anos de cadeia política o tornou melhor.

Rui Barbosa pensava de maneira idêntica sobre inimigos e  vicissitudes e escreveu em seu discurso ORAÇÃO AOS MOÇOS que muito do que era devia às adversidades e aos inimigos.

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas não é possível que nesta contribuição dada pelos inimigos para o progresso moral de alguém esteja a daqueles inimigos implacáveis e comprometidos com seu fim. Este é um caso para se cavar uma trincheira e atirar com as  duas mãos até o último cartucho.

Aqui está o link para seu memorável discurso na ONU.



sábado, 7 de dezembro de 2019


       A PLUTOCRACIA PAULISTA NÃO PODE VENCER I


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Temos que estudar a burguesia paulista, ela é o entrave deste país. Ela promoveu a guerra civil em 1932 ao se insurgir contra Getúlio Vargas, que tinha impedido a posse de Júlio Prestes na Revolução de 1930, quando a Paraíba, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul alegando as famosas fraudes eleitorais da República Velha tomaram o poder pelas armas.

Daí em diante todos os projetos de desenvolvimento ou qualquer coisa que parecesse com a consolidação do Estado-nacional foram combatidos pela plutocracia paulista com as armas da mentira e da desinformação da opinião nacional.

A ideologia desta vanguarda do atraso é o liberalismo em suas diversas metamorfoses. Para se ter uma ideia JK, governo em que se consolidou a industrialização brasileira, Jango e as Reformas de Base e o próprio Geisel e o II PND foram combatidos de maneira obstinada ou sabotados pela turma da Av. Paulista.

Para a propaganda desta gente miúda o Estado é a fonte de todos os males e o mercado é a catedral onde residem os anjos e aí tome-lhe vender o patrimônio público, explodir a CLT, a PETROBRAS e a previdência pública (grandes legados de Getúlio). Os incautos absorvem a propaganda como se conhecimento fosse.

Esta gente é inimiga do Brasil e de seu futuro. Tudo o que foi feito de bom neste país teve a oposição desta plutocracia. Vejamos apenas um exemplo: a industrialização do Brasil foi feita pelo Estado e esta gente foi contra o tempo inteiro. Daí não temos burguesia industrial. Mas temos um trambolho nacional.

Por isso e muito mais a burguesia paulista não pode continuar mandando neste país.


sábado, 9 de novembro de 2019


                      ZÉ DIRCEU EM LIBERDADE

  
                       



Com o julgamento ontem, dia 07/11/19, das ADC 43, 44 e 54 no STF foi restabelecida a presunção de inocência do art. 5º, LVII da Constituição Federal [1]. Zé Dirceu já deve está em liberdade. Acho uma grande injustiça não ter ninguém além dos advogados e dos familiares a esperá-lo na saída da prisão em Curitiba.

Dirceu é um dos responsáveis pela vitória de Lula em 2002 pois como mineiro articulou o encontro de Lula com José Alencar, que era também mineiro,  e o resto todo mundo sabe.

Consta em seu livro de memórias que partiu dele a ideia do governo ter um projeto de desenvolvimento. Isto não foi pouco.

Por cinco vezes foi posta em discussão dentro do PT a hipótese de expulsá-lo do partido usando as mesmas teses que a classe dominante empregou para condená-lo. Mais que uma injustiça foi uma canalhice incomensurável. Em todas as vezes a militância impediu esta traição de supostos dirigentes.

Foi abandonado pelo partido quando teve que defender seu mandato na Câmara dos Deputados e sempre lutou sozinho para se defender dos piores inimigos que alguém pode ter, a mídia venal capitaneada pela Rede Globo, a banda podre do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.

O PT, o Judiciário e o Ministério Público lhe devem um julgamento justo, não lhe devem pouco.

Salve Dirceu! Bem vindo à liberdade e ao amplexo dos amigos e companheiros, os de verdade.

Nota

[1] Artigo 5º LVII — ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória