A PLUTOCRACIA PAULISTA
CONTRA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
ROTA - A Polícia Assassina
Ontem, 9
de julho, foi feriado estadual em São
Paulo. A plutocracia paulista não desistiu ainda de enganar o Brasil pois em
1932 tentou separar o Estado de São Paulo do Brasil por meio da guerra civil e
perdeu. Deu o nome de fantasia a esta traição de "Revolução
Constitucionalista de 1932".
Na verdade, esta foi a primeira vez que a contrarrevolução burguesa colocou a cabeça para fora. Explico. Em 1930 ocorreu a Revolução de 1930, a revolução burguesa, aquele momento em que uma facção da burguesia chega ao controle do Estado para aprofundar e adensar a industrialização, todas as potencialidades do Estado são colocadas para atingir este fim.
De 1930 até 1980 o Brasil teve o crescimento da economia e da industrialização ininterruptos, contra a vontade da plutocracia paulista, não esqueçamos.
Getúlio assumiu a Presidência da República de um país semi-escravocrata, agrário e muito pobre, mesmo que com muitos recursos naturais.
Não existe em São Paulo uma rua, uma praça ou um monumento público em reconhecimento a Getúlio Vargas, o homem que conduziu a criação do Estado moderno no Brasil e a industrialização para tornar o Brasil uma economia madura, isto é, com uma indústria de bens de produção.
Este
feriado em São Paulo mostra o quanto impenitente é esta fração da burguesia,
contra os interesses do seu próprio país, que tudo lhe deu. Faz a guerra
cultural, ataca o PT, o legado de Getúlio Vagas, os economistas
desenvolvimentistas e treina um rebanho de assassinos na PM, um batalhão
chamado de ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar. Sem dúvidas que se
prepara para uma nova investida separatista.