quarta-feira, 20 de abril de 2016

  LUTA SEM TRÉGUA CONTRA OS CRIMINOSOS


Para o NYT foi golpe. 
               


Defender o mandato da Presidenta Dilma até o último furo é o dever de quem luta contra o golpe de Estado, o atentado contra a soberania popular manifestada nos 54 milhões de votos que lhe deram mandato até 2018. [1]

Todo poder emana do povo, isto é, da sociedade, pois o poder é fruto das relações sociais. É nesta certeza que se organiza a Constituição.

Desta maneira quem cassa um mandato outorgado a um representante do povo sem base legal, sem a ocorrência do crime de responsabilidade tal como o falso impeachment da Presidenta Dilma, ou depõe pela força das armas um governante eleito é golpista, comete golpe de Estado e usurpa o poder, se assenhora dele sem legitimidade, sem consentimento do soberano, o povo. [2]

Não devemos dar refresco aos golpistas e devemos lutar sem trégua contra o golpe defendendo o mandato que foi dado à Presidenta pelos 54 milhões de eleitores e contra qualquer que um que pretenda usurpar o poder.

Sob nenhuma hipótese devemos aceitar um governo ilegal e ilegítimo e tudo devemos fazer para chutar no traseiro dos usurpadores e desalojá-los do poder.

A usurpação do poder por qualquer meio é crime, algo muito grave, e objeto de total repúdio dos cidadãos; a usurpação do poder por golpe de Estado é uma ocorrência insuportável na vida e nos direitos dos cidadãos.

Ademais, o atentado que ora se comete contra a soberania popular neste golpe contra a Presidenta Dilma além de ser em si mesmo aberrante é conduzido por um homem acusado do cometimento de vários crimes contra o patrimônio da União e que amedronta o Vice-Presidente da República registrando em mensagem por celular o recebimento por Temer de 5,2 milhões de reais de propina pagas pela OAS [3].

A usurpação do poder é crime e este golpe de Estado ora em curso é um crime cometido por entre outros criminosos 150 deputados acusados ou investigados dos mais diversos crimes contra o patrimônio público. Todos votaram pelo sim ao golpe travestido de impeachment no dia 17 de abril. [4]

Portanto, a luta é para defender a soberania popular e a legalidade plasmada na ordem constitucional e contra criminosos que se empenham para usurpar o poder e assim se instrumentalizarem para cometerem mais crimes e se protegerem no poder contra a persecução criminal.

Notas

[1] Prioridade é derrotar o golpe

http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/227291/Prioridade-%C3%A9-derrotar-o-golpe.htm 


[2] Processo de impeachment é julgamento político com balizas jurídicas

http://www.conjur.com.br/2016-abr-19/jean-uema-impeachment-julgamento-politico-balizas-juridicas

 

[3] Mensagem de Cunha cita repasse de R$ 5 milhões a Temer
http://congressoemfoco.uol.com.br/…/mensagem-de-cunha-cita…/

[4] Cerca de 150 deputados investigados participam da votação do impeachment
http://congressoemfoco.uol.com.br/…/cerca-de-150-d
eputados…/
Parte superior do formulário


segunda-feira, 18 de abril de 2016

  A DITADURA QUE SE AVIZINHA


          

 Jean Wyllys pronunciou um dos melhores votos contra o golpe travestido de impeachment, chamou de canalhas os canalhas.

Sou muito realista, cru até, não gosto de surpresas e me empenho para não ser pego desprevenido. Este golpe contra a Presidenta Dilma foi antevisto por qualquer cidadão que soubesse que quem tramou a AP 470, a farsa chamada de "o mensalão", é capaz de qualquer coisa pois quem é capaz de condenar e encarcerar pessoas inocentes é capaz de cometer outros crimes.

Quando no término do primeiro turno da eleição de 2014 foi constatado que os canalhas tinham a maioria no Congresso Nacional era muito óbvio que o "impeachment" estaria sempre no horizonte e esgrimido desavergonhadamente como um terceiro turno. Esta é a nova modalidade de golpe de Estado testada com sucesso em Honduras e no Paraguai.

Com este golpe agora aplicado no Brasil o país vai explodir pois não é possível governá-lo sem concessões tal como quer fazer a canalha golpista retirando direitos e amputando os programas de distribuição de renda, o objetivo mal disfarçado da escória eleita pelo povo e maioria na Câmara dos Deputados.

Os vagabundos que aplicaram o golpe sabem as consequências que advirão: aumento desesperadores dos crimes contra o patrimônio como consequência da amputação dos programas sociais, mais repressão com mais mortes e mais encarceramento além dos protestos dos que não aceitarão o golpe.

Sem os programas de distribuição de renda dos governos do PT o país estaria ingovernável. Rubem Fonseca, o autor de FELIZ ANO NOVO, em seus livros de ficção anteviu no final dos anos setenta e começo dos oitenta que a criminalidade contra o patrimônio e sua brutalidade nos elevados índices deste tipo de crime iria dar forma ao cotidiano das grandes cidades brasileiras.

As metrópoles brasileiras já têm a quase totalidade de seus territórios sob controle de criminosos. Daí é que virá a violência que conflagrará o país, não será a violência por motivação política.

Os que venceram hoje combaterão os problemas advindos da concentração de renda com repressão e já que feriram a Constituição no que de mais importante ela tem que é a salvaguarda da soberania popular não terão pruridos de levar ao último grau a subversão da ordem constitucional, farão uma ditadura. 

Sou muito descrente quanto à possibilidade do golpe ser brecado no Senado Federal. O Poder Legislativo no Brasil é uma radiografia muito fidedigna da sociedade brasileira. Observem as Câmaras de Vereadores e verão que é tomada pela mesma fauna que ora habita o Congresso Nacional.

Nenhum partido reforma a sociedade contra o consentimento dela. O que vemos hoje é que uma banda da sociedade brasileira neutralizou a outra, a que quer reformas, a maioria, a que elegeu a Presidenta Dilma. O paradoxo é que foi esta mesma maioria que elegeu a atual Câmara dos Deputados.

Mas a política prática é assim mesmo, enreda seus atores em contradições e paradoxos, sem contar que muitas vitórias têm a duração de minutos quando observadas do ponto de vista com que se mede os ciclos políticos e históricos. Uma coisa se tem como certa, vitórias obtidas por golpes de Estado têm vida breve.

Haja o que houver, não conseguirão mais adiar por muito tempo reformas indispensáveis desde a proclamação da República e da abolição da escravidão.

  

segunda-feira, 11 de abril de 2016

       OS INIMIGOS DO POVO

                               

                         


A campanha de incitamento do ódio deflagrada pela Rede Globo tem gerado vítimas, a Senadora Gleisi Hoffmann foi agredida com palavras e hostilizada no aeroporto de Curitiba sexta-feira (8/abril) [1], a Deputada Federal Zenaide Maia também teve manifestação hostil em frente de sua residência.

O rol de pessoas agredidas nos últimos meses por serem associadas ao PT é grande. Nada disto estar acontecendo por acaso, a família Marinho, os editores e jornalistas da Rede Globo têm noção exata do que fazem e do que podem desencadear na sociedade com a “guerra de extermínio” que movem contra o PT e o ex Presidente Lula, os alvos da campanha de ódio.

Quem ler o livro de René Armand Dreifuss "1964: A CONQUISTA DO ESTADO" saberá como foi a preparação da opinião pública para o golpe de Estado que depôs João Goulart dividindo-a, incitando o ódio e tendo como alavanca o anticomunismo. De 1962 a 1964 os golpistas desfecharam sua mais bem urdida campanha de incitamento do ódio contra seu alvo pois antes tinham sido repelidos duas vezes pela opinião pública.

Derrotados em 1961 pela campanha da legalidade liderada por Brizola os golpistas descobriram que foram derrotados em seus intentos golpistas  ao tentar impedir a posse de João Goulart porque a opinião pública os repeliu, igualmente como tinham sido derrotados em 1954 quando tentaram depor Getúlio e este virou a opinião pública.

Getúlio virou a mesa contra os golpistas em 1954 com o suicídio e a carta testamento feita sob encomenda a Lourival Fontes, integralista especialista em propaganda política, que tinha propositadamente forte apelo emocional. Com o suicídio Getúlio deixou de ser réu e passou a vítima na percepção do povo e com a carta lida nas emissoras de rádio de quinze em quinze minutos a massa entrou em comoção e o jogo virou contra os golpistas.

Em agosto de 1954 o também golpista Roberto Marinho recebeu sua cota da vingança do povo enfurecido, veículos que transportavam a edição de O GLOBO foram incendiados, a gráfica foi empastelada, nem o jornal do PCB deixou de receber a bordoada pelo antigetulismo esquerdista e oportunista, sua gráfica também foi empastelada.

Foi uma mudança tão radical em sentido contrário aos golpistas que o principal algoz de Getúlio, Carlos Lacerda, o mais audaz e loquaz golpista, teve seu jornal, TRIBUNA DA IMPRENSA, empastelado e passou um ano no exílio temendo a punição que por certo lhe teria sido aplicada naqueles dias tempestuosos.    

Surrados em 1954 e em 1961, os golpistas aprenderam a lição e durante dois anos, de 1962 a 1964, orquestraram suas ações objetivando galvanizar a opinião pública usando todos os veículos de comunicação disponíveis, emissoras de rádio, a nascente tv, jornais, panfletos, conferências, exibiam filmes feitos aqui e nos EUA, contrataram escritores como Rubem Fonseca, Rachel de Quiroz e jornalistas para trabalharem como escribas de aluguel.

Não é qualquer assunto que se presta para um campanha desta magnitude pois precisa provocar histeria, descontrole e atos irracionais contra o alvo. Anticomunismo e corrupção são temas quentes, aborto, sexualidade e irreligiosidade alheias também se prestam para manipular, dividir e açular multidões histéricas.

A campanha de ódio ora movida pela Rede Globo é terrível, desumana, visa o extermínio físico ou moral do ex Presidente Lula e do PT e mais que isso, quer subverter a ordem constitucional, mergulhar o país no caos e mover o Exército a fazer uma ditadura e assim subtrair direitos dos trabalhadores e arrancar grana de um governo inconstitucional tal como fez na troca de favores com os militares depois de 1964.

O intento da Rede Globo é criminoso e só pode ser obtido por meio do crime. Portanto, as agressões ocorridas e que ainda vão ocorrer são de responsabilidade da Rede Globo, de sua campanha de incitamento do ódio desfechada por seus donos e pistoleiros com carteiras de jornalistas.

Como disse o escritor Fernando Morais: “A rede Globo é inimiga do povo brasileiro e como tal deve ser tratada”.

Nota

[1] Gleisi Hoffmann é hostilizada por grupo de manifestantes em aeroporto


sexta-feira, 8 de abril de 2016

 O MINISTÉRIO PÚBLICO CONTINUA O MESMO


                               


Podem deixar de ler qualquer texto menos este de link abaixo [1] em que seu autor, Carlos Fernandes, discorre sobre alguns atos do homem que ocupa o mais alto cargo do MPF, Rodrigo Janot.

O texto é uma análise implacável das ações de Rodrigo Janot como Procurador Geral da República e realça que o insigne representante do MPF tem agido recentemente como uma biruta de aeroporto incidindo em manifestações contraditórias, mesquinhas, em colisão com a Constituição, portanto, aviltantes para quem ocupa um cargo de tão grande importância.

O Procurador Geral opina favoravelmente à posse do ex Presidente Lula como Ministro da Casa Civil e logo depois manifesta entendimento em sentido contrário; quando se manifestou pela posse entendeu pela denegação do foro privilegiado em razão da função ministerial em aberta colisão com o texto constitucional.   

O texto de Fernandes também não descuida de mostrar que este charco em que ora afunda o PGR é também o mesmo pântano em que naufraga o Judiciário: existe alguém mais faccioso e negador da imparcialidade e da honestidade que devem servir de espeque para a função judicante que o tão aclamado pelos colegas e protegido pelos Tribunais, ele mesmo, o famoso Sérgio Moro?

Estas instituições da República, Judiciário e Ministério Público, foram criadas para darem máxima efetividade aos princípios republicanos, que só têm realidade fática quando as leis governam os homens. Contudo, o que vemos atualmente é um Ministério Público e um Judiciário a serviço de um partido e de uma facção de classe a perseguir um homem e um partido em aberto desafio à legalidade.

A tentativa de subversão da ordem constitucional por setores do Judiciário e do Ministério Público já se tornou afrontosa e desafiante aos que combatem o golpismo reinaugurado com a reeleição da Presidenta Dilma. Não é mais possível derrotar os golpistas sem derrotar estes setores que se apropriaram de funções públicas para colocarem-nas a serviço da subversão da ordem constitucional.

O Judiciário e o Ministério Público estão intocados desde priscas eras tão distante que se encontram dos princípios que instruem a República tal seja o mandamento que impõe mandato para o exercício dos poderes da República.  

Passaram incólumes pela Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988, não tiveram apuradas as responsabilidades pelos atos cometidos como braço da ditadura instalada em 1964 e terminada em 1985, enfim, tiveram atirados para baixo do tapete da história os crimes cometidos na perseguição aos cidadãos que combateram um governo inconstitucional - produto dos crimes cometidos contra a República quando militares depuseram o Presidente João Goulart.

O que faz hoje o Ministério Público não destoa da lista de obscenidade que seus representantes cometeram no passado. Vejam aqui como procedeu o Ministério Público no caso do assassinato mediante tortura do jornalista  Vladimir Herzog em artigo do ex Ministro da Justiça Saulo Ramos:

"No caso do assassinato de Vladimir Herzog, nas masmorras do Doi-Codi, o Ministério Público sustentou a tese do suicídio com o maior cinismo. E fez mais: quando foi datilografada a sentença na ação proposta pela viúva, sra. Clarice Herzog, o Ministério Publico requereu mandado de segurança contra o juiz para impedi-lo de ler a sentença no dia marcado. No Tribunal Federal de Recursos, um ministro deu a liminar e me contou, depois, "ou a liminar ou a cassação". A liminar foi mantida até a aposentadoria do juiz, um mês depois. O procurador da República envolvido ficou uma fera, porque o juiz substituto prolatou a sentença em favor de dona Clarice. Não teve medo nenhum." [1]

Este é apenas um dos episódios criminosos cometidos por membro do MPF, outros, muitos outros existem e os documentos em que estão registrados estão atirados nos desvãos onde se escondem os arquivos da ditadura.

O que se vê nos dias de hoje é que nada mudou nestas instituições. A cobra muda de pele mas não perde o veneno. Permanecem intactas porque suas histórias reais permanecem ocultas ou padecentes da amnésia que acomete a historiografia nacional.

Temos direito a conhecer a verdadeira história das instituições da República, mesmo que seja necessário retirá-la do subterrâneo em que foi estrategicamente escondida, pois só assim as aperfeiçoaremos e edificaremos por completo esta República inacabada.

Notas

[1] Janot é cópia fiel da lástima que marca todo o poder judiciário nacional

[2] Os arquivos da ditadura guardam segredos incômodos para o MP http://www.conjur.com.br/2005-jan-1...


quarta-feira, 30 de março de 2016

         ATÉ O PATO É ROUBADO


 



A sonegação é o maior roubo do dinheiro público no Brasil. A mais eficaz forma de sonegar é abrir uma empresa com inscrição no CNPJ.

Malandros profissionais com anos no balcão da sonegação tomaram a iniciativa de acusar os inimigos dos crimes que cometem. Foram eles, os sonegadores, que conclamaram e engrupiram  midiotas a andarem com um ridículo pato de borracha amarelo para cima e para baixo reclamando contra a carga tributária [1].

A realidade factual desmente esta campanha tocada pelos sonegadores com a finalidade de acobertar a sonegação e a perversidade de terem empurrado na Constituição de 1988 a conta no bolso dos trabalhadores açodando a tributação indireta - aquela que incide ao se consumir mercadorias ou usar serviços -, a principal característica do atual sistema tributário nacional.

É aí que entra o pato amarelo inflado para ludibriar outros “patos”. Esta é uma ideia de Paulo Skaf, presidente da FIESP, que quer convencer a população de que eles, os maiores sonegadores, pagam muitos impostos. Este cidadão é chefe de uma entidade que tem tantos sonegadores quantos associados tem, salvo as exceções de sempre.

Até as pedras das ruas sabem que quem mais paga impostos no Brasil é quem ganha até três salários mínimos [2], portanto, os trabalhadores da parte mais baixa da pirâmide social. Por esta razão no Brasil qualquer trabalhador paga mais impostos que seu patrão. 

Os que ganham até 3 salários mínimos correspondem a 79,02% da população que paga impostos, que contribuem com R$ 537.937.743.190,66 do total arrecadado, que corresponde a 53,79% [3] do entesourado.

Quem ganha até três salários mínimos não tem oportunidade de sonegar pois dispende tudo o que ganha em itens básicos e jamais deveria pagar qualquer imposto.

A corrupção por meio da sonegação - o afanamento do dinheiro público antes de entrar nos cofres da nação brasileira - é sete vezes maior que a bandalheira praticada por prefeitos, vereadores e demais membros da classe política.

No Brasil, em tese, todo empresário é um sonegador. Raros não cometem este crime, um deles é Sílvio Santos. Vejamos os números:

"Sonegação de impostos é sete vezes maior que a corrupção

Deixa-se de recolher 500 bilhões de reais por ano aos cofres públicos no País, ao passo que o custo anual médio da corrupção no Brasil, em valores de 2013, corresponde a 67 bilhões anuais" (Fonte: Carta Capital, publicado 30/03/2015 03h40, última modificação 02/04/2015 15h08).[4].

Ainda sobre o pato amarelo noticiou o jornalista Fernando Brito no site TIJOLAÇO em 30/03/2016 que o artista plástico holandês Florentijn Hofman acusa a FIESP de plágio, de ter-lhe afanado a criação [5].

Como se pode rapidamente perceber esta campanha usando o pato amarelo é um exercício de caradurismos à toda prova; sem dúvidas que os que se apropriaram da criação do artista esgotam o estoque de óleo de peroba por onde passam com o pato a tiracolo pois nem do surrupio dos sonegadores a ave escapou.

Mas até aí nenhuma novidade, ricos defendem seus interesses com todos os métodos disponíveis, trapaça de todo tipo, chute nos quibas e toda sorte de golpes baixos, e até se passar por honestos.

O que merece reflexão é o fato de algumas pessoas da parte baixa da pirâmide social ainda serem engrupidas com espelhos como se enganavam os índios quando as caravelas aqui aportaram.

No mínimo é um insensato, verdadeiro aloprado, o cidadão que se deixa conduzir para uma luta contra o pagamento de impostos organizada por sonegadores.

Mas parece que o caradurismo virou moda pois até manifestação contra a "corrupção" já foi convocada por contumazes corruptos em conluio com seus irmãos siameses, os sonegadores, corruptos profissionais sob a fachada de um CNPJ. Nem as máfias italianas têm tamanha ousadia. 

Chega a ser constrangedor ver trabalhadores acreditando em Paulo Skaf - o pai do pato amarelo plagiado e o chefe de uma entidade que tem mais sonegadores que cabelo em cachorro -, e carregando a ave anseriforme abestalhada para cima e para baixo.

“Não precisa a turma da FIESP pagar o pato, basta pagar os impostos”, como acertadamente falou o Senador Roberto Requião.

Notas

[1] Quanto mais rico, menos impostos pagos

[2] Quem recebe até três salários mínimos é quem mais paga impostos no Brasil

[3] Idem., ibidem

[4] Sonegação de impostos é sete vezes maior que a corrupção

[5] Fiesp vai ter de pagar o pato a artista holandês de quem roubou o pato gigante


domingo, 27 de março de 2016

             SOBE O ÓDIO


                       


Um arcebispo da Igreja Católica, Cardeal Odilo Scherer, foi agredido por uma mulher quinta-feira, 24/3. Ela acusava o prelado de ser comunista e disse que queria sua igreja de volta [1].

Sem dúvidas que a conduta da agressora tem relação direta com a nota que a CNBB divulgou no começo da semana contra o golpe que é executado no Congresso Nacional objetivando o impedimento da Presidenta Dilma e com a campanha de ódio que a Rede Globo move contra o PT, a Presidenta e o ex-presidente Lula.

Campanhas de ódio são perigosas e sempre terminam em agressões ou assassinatos. Os judeus as conhecem muito bem pois sabem que todas as vezes que jornais diariamente atacam judeus é certo que vão ser agredidos nas ruas.

Muitas destas campanhas começam com divulgação de teorias conspiratórias, a forma mais acabada de se divulgar uma mentira e se demonizar um inimigo. Quando uma fraude desta natureza se firma não tem quem consiga desmenti-la, a histeria domina completamente. 

A Rede Globo inventou que o PT é o pai e a mãe da corrupção contra todos os fatos. Esta propaganda visando demonizar o principal partido de esquerda tem dominado cérebros e induzido condutas agressivas por todo o país. 

O ser humano é manipulável por meio de sugestão por propaganda até mesmo quando esta é subliminar. Todos sabem disso, o que difere é a apreciação dos efeitos, alguns subestimam a força da propaganda sobre indivíduos menos resistentes a sua influência a induzi-los ao cometimento de crimes.

Um exemplo de propaganda bem urdida instigando a agressão ocorre em uma tradição católica: o que é malhação de Judas no sábado de aleluia senão um linchamento simbólico, uma propaganda escancarada de uma ideia, a veiculação de uma campanha de ódio?

Ninguém está imune à propaganda, nem os mais intelectualizados e menos fáceis de se deixar enganar. Lembram-se de um sujeito intelectualizado e escritor de estorinhas para crianças que tentou bater com uma bengala de mais de um quilograma contra a cabeça do ex-ministro Zé Dirceu, que poderia tê-lo matado? Esta agressão do teleguiado escritor foi o resultado da campanha de ódio desfechada pela Rede Globo contra o PT e contra Dirceu.

Por estes e outros crimes a Rede Globo terá que ser responsabilizada. Pelo caso da Escola Base já foi condenada a indenizar as vítimas.

Uma campanha de ódio pode ser movida sem os recursos de que dispõe um canal de televisão mas sempre terá o mesmo objetivo, conduzir a opinião deturpada do cidadão, sua percepção e seus pensamentos sobre determinada pessoa ou fato para julgamento e ação irracionais.  

O fascismo e o nazismo são duas concepções políticas que têm como foco da ação política para capturar o poder o manejo da propagada agressiva, da campanha de ódio, da intimidação e do assassinato. Aqui está o link [2] para um artigo do Profº Carlos Lungarzo que nos mostra a sutileza da diferença entre fascismo e nazismo.

É um texto muito bom pois explicita como agem os adeptos destas crenças políticas falsificando informações, ecoando boatos, fazendo "adivinhação" do pensamento alheio, isto é, atribuindo a outros pensamentos e ideias nunca imaginadas pela vítima da trapaça entre outras práticas típicas dos sociopatas.

Lungarzo analisa sempre muito bem a psicologia deste tipo de dementes formados por uma sociedade que ratifica o uso da força para resolver problemas, a trapaça, a sabujice e a fábrica destes estercos que é a extrema desigualdade no uso e propriedade de bens materiais que caracteriza as sociedades ditas do 3º Mundo.

Já constatei que existem fascistas e nazistas em estado puro, virgens de qualquer doutrinação e ainda assim prontos, só esperando o recrutamento por uma falange.

Estes tipos se mostram logo reconhecíveis, para eles a opinião prevalece sobre os fatos, contra os fatos; o recurso à força, à armação de ciladas e à estupidez é motivo de júbilo; quando podem humilhar são sádicos mas mostram-se dóceis a obedecer quando instados pelos estalos dos chicotes dos donos.

Obviamente que a classe dominante é o principal celeiro de nazistas e fascistas, mas não é o único, entre o povo se formam também estes monstros.  

Gosto dos textos de Lungarzo, que leio sempre com muito proveito.


Notas





quarta-feira, 23 de março de 2016

       UMA PEDRA NO CAMINHO 

                       

                             


Olho com satisfação a lista de 750 juízes que embarcaram na aventura política golpista de Sérgio Moro e da Rede Globo de Televisão. A lista tende a aumentar a quantidade de signatários; quanto maior melhor para futura ampliação da democratização do Estado brasileiro [1].

Em tudo por tudo o aumento desta lista é ótimo. Melhor que os juízes rasguem o véu, mostrem abertamente o lado político que sempre estiveram ao invés de continuarem enganando os incautos sob o manto de uma imparcialidade que nunca tiveram.

Juízes no Brasil sempre tiveram lado no momento de julgar, normalmente não julgam, escolhem quem vai sair vencedor na contenda e depois buscam justificar mencionando dispositivos legais distorcendo-os para justificar a decisão injustificável.

Lênio Streck já liquidou com toda esta coisa burlesca com uma única frase: "Escolher não é julgar."

Juízes escolhem quem vai sair vencedor em uma demanda de acordo com seu sentimento de pertencimento a uma classe social, raramente julgam conforme o direito e as provas. Daí escolhem o vencedor decidindo contra quem tem menos grana, quem não tem poder, nome de família tradicional ou influência.

Disseram-me isto quando entrei no curso de direito, não acreditei nem desacreditei pois não tinha o conhecimento que somente a vivência do meio forense permite adquirir para poder opinar. Com os anos de advocacia constatei que era exatamente como tinham-me dito.

Juízes e membros do Ministério Público ao serem cooptados para este golpe de Estado sob o apelido de impeachment da Presidenta Dilma vão sair chamuscados e com eles o Ministério Público, a magistratura monocrática e o STF e assim nos ajudar a aperfeiçoarmos estas instituições do Estado Democrático de Direito.

Graças a esta tentativa bisonha de inversão da ordem constitucional envolvendo o Ministério Público e juízes haveremos de pedir que se reforme a Constituição para que membros do Ministério Público sejam eleitos, escolhidos pelo povo, e para que o Tribunal do Júri tenha sua competência ampliada para julgar todos os crimes e demandas cíveis em alternativa ou substituição à magistratura monocrática.

Com estas medidas prosseguiremos democratizado o Estado brasileiro e colocando-o em compatibilidade com os princípios da República. Desta maneira também fecharemos as portas para golpes de Estado, que só ocorrem quando os golpistas conquistam instituições estratégicas do próprio Estado para inverterem a ordem constitucional.

Em 1964 pouco mais de 300 golpistas tomaram postos estratégicos do Exército para colocarem os tanques nas ruas e atentarem contra a soberania popular. Isto aconteceu porque o trabalho dos golpistas de então foi facilitado largamente pelo fato de que um general galgava cedo o posto e permanecia no Exército por até mais de 30 anos.

O general Ernesto Geisel acabou com esta deformação que criava “donos” do Exército. Para tanto limitou o tempo máximo de permanência de um general para 12 anos. Completado este tempo a ida para a reserva é compulsória. Este é um dos aspectos mais relevantes da obra deste ditador que acabou com a ditadura ao enquadrar e aquartelar o Exército.

Hoje os golpistas, principalmente a Rede Globo de Televisão, cooptaram juízes, membros do Ministério Público e Ministros dos Tribunais para atentarem contra a ordem constitucional principalmente porque estas instituições têm “donos”. 

O acesso à carreira de juiz e do Ministério Público por concurso de provas e títulos com a garantia da vitaliciedade é um loteamento destas instituições do Estado Republicano.

Anote-se para melhor compreensão dos fatos atuais que a Rede Globo de Televisão surgiu em 1965, um ano depois do golpe que depôs o Presidente Goulart, como o resultado de favores recíprocos e recompensa dos militares ao apoio de Roberto Marinho ao golpe através do jornal O GLOBO.

A concessão para uso das ondas eletromagnéticas - um patrimônio do povo brasileiro tal como os recursos minerais - obtida por Roberto Marinho para montar a Rede Globo de Televisão foi ato de um ditador, quando deveria ser ato do Congresso Nacional, uma troca pelo apoio que a Rede Globo invariavelmente dispensou à ditadura. É por demais evidente que por um vício de origem a Rede Globo de Televisão colide com a ordem constitucional.

Assim fica mais fácil compreender porque desde a reformulação partidária de 1989 as Organizações Globo perseguem o PT. Um dos mais lembrados e documentados atos de fraude para induzir a opinião pública contra o Partido dos Trabalhadores cometido pela Rede Globo foi a edição do último debate na eleição para Presidente da República em 1989. Fernando Collor venceu a eleição derrotando Luis Inácio graças à fraude perpetrada nos estúdios da Rede Globo.

A concessão para uso do espetro eletromagnético usado pela Rede Globo de Televisão vence em 2018. Nova concessão terá que passar pelo Congresso Nacional onde será lembrado como a Rede Globo foi criada, a troca de favores e o apoio incondicional de Roberto Marinho a vinte e um anos de governo de fato, à noite tenebrosa de arbitrariedades e crimes de toda ordem cometidas por governantes contra o povo brasileiro, enfim, a Rede Globo apoiou a ditadura.

Para acachapar, além de ter que enfrentar o problema da nova concessão em pleno regime democrático o partido que por 36 anos a Rede Globo perseguiu está no comando do governo federal.

Incompatível com a ordem constitucional desde a origem, a Rede Globo não hesitou em cooptar quem pudesse em sua empreitada contra a ordem constitucional, principalmente em instituições estratégicas do Estado; obviamente que esconde dos incautos seus verdadeiros motivos.

Para tanto martela dia e noite uma “ideologia”, o combate à “corrupção” para provocar histeria, descontrole e ódio entre os cidadãos, manipular a opinião pública, estigmatizar o PT, nem de longe o partido com mais políticos investigados na Operação Lava a Jato [2], (o PT tem 7 políticos investigados, o PP, o partido de Bolsonaro tem 31); nem de longe o partido com mais políticos “fichas sujas” [3], mas o partido que é uma pedra em seu caminho.

Esta é a razão do desespero da Rede Globo em mergulhar totalmente na empreitada golpista chamada impeachment da Presidenta Dilma: só em um ambiente de total inversão da ordem constitucional, seu habitat natural, pode colher frutos, uma nova concessão para uso do espectro eletromagnético e mais verba publicitária em troca de apoio a um governo inconstitucional.

Notas

[1] 750 colegas de Moro avisam que ‘não se curvarão a condutas anti-republicanas’ 
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/750-colegas-de-moro-avisam-que-nao-se-curvarao-a-condutas-anti-republicanas/


[3] Por que o MCCE parou de fazer ranking da corrupção por partido?
http://www.ocafezinho.com/2015/06/11/por-que-o-mcce-parou-de-fazer-ranking-da-corrupcao-por-partido/